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Crónicas de um Planespotter

Fotografia Aeronáutica | Spotters | Foto-Reportagens | e mais umas coisas giras...

Crónicas de um Planespotter

Fotografia Aeronáutica | Spotters | Foto-Reportagens | e mais umas coisas giras...

Planespotter de Junho, Duarte Gomes.

Era impensável da minha parte, e talvez injusto, senão me lembrasse do Duarte, um spotter que tal como eu, nutre por duas paixões um pouco distintas.  Comboios e aviões!

Antes de ir, quero deixar aqui publicamente, o meu agradcimento a ele, por toda a grande ajuda que tem sido para mim, neste "mundo novo" que é o da aviação. Obrigado!

 

 

Perfil                                                                                          

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Nome: Duarte Gomes                                            

 Idade: 30

 

 Estado civil: Solteiro

 

 Data de Nascimento: 14/03/1985

 

 Profissão: Estudante

 

 

 

 

Duarte, quando descobriste o gosto pelos aviões?

Os meus Pais eram tripulantes da TAP, bem como muitas das pessoas com quem se davam, pelo que nasci e cresci no mundo da aviação. Não digo que esta seja uma paixão desde criança pequena, pois não é verdade, mas por volta dos meus 8 ou 9 anos começou a crescer dentro de mim alguma curiosidade e entusiasmo, que foi crescendo à medida que o tempo passava. Acho que foi numa ida a Paris com a minha Mãe, um mês antes de fazer 11 anos, que despertou o gosto que tenho hoje.

 

Há quanto tempo, fotografas aviões?

Desde início de 2002, muito esporádicamente, pois na altura usava uma câmara compacta ainda de rolo, sendo a revelação muito cara. Foi em 2004, quando comprei a minha primeira câmara digital já melhorzinha, que comecei a ir mais para o aeroporto para fotografar e não apenas ver.

 

Registas matrículas, esquemas de cores, ou as duas?

No início, fotografava apenas esquemas de cores. Entretanto, ao descobrir que um certo avião da Air France já tinha pertencido à TAP, que por acaso nesse dia estava a caminho de Lisboa ao serviço da companhia francesa. Aí comecei a ter curiosidade no historial de cada avião, pois cada um tem uma história diferente e aí comecei então a interessar-me pelas matrículas. Agora posso dizer que registo as duas coisas, pois se aparecer um determinado avião que eu já tenha registado a sua matrícula, se a certa altura receber alguma pintura diferente, mesmo mantendo a matrícula, lá irei à procura dele.

 

Tens noção de quantos registos já tens?

Ao certo não, mas se disser uns quatro mil não devo andar longe. Tenho a contabilidade um pouco atrasada e falta-me incluír na minha base de dados os registos dos últimos 10 meses.

 

Até onde já foste só para fotografar aviões?

Esta pergunta poderá ter duas respostas. Especificamente com o intuito de fotografar aviões, fui a Madrid. Há uns meses, com o objectivo de voar num certo tipo de avião, fui até à Alemanha, a Frankfurt e, embora o objectivo desta viagem não fosse especificamente fazer spotting, acabei por passar dois dias a fazer spotting e um terceiro novamente em Madrid, no regresso da Alemanha.

 

Tens algum aeroporto de “sonho” para ir fotografar?

Não propriamente, mas tenho alguma curiosidade de um dia fotografar em Londres/Heathrow, um dos aeroportos mais movimentados da Europa e com grande variedade de companhias e modelos de aviões. Gostava de um dia fotografar também em Boston, que é uma cidade que adoro e de onde tenho visto fotografias maravilhosas ao por do Sol com a cidade como pano de fundo. Innsbruck na Áustria também me desperta alguma curiosidade, não tanto pelo movimento em si, mas pela envolvente alpina, que dá umas fotos fantásticas. Tenho alguma curiosidade em fotografar na Escandinávia, não tanto pelos movimentos mas pela neve, pois adoro fotos com neve e adorava fotografar na neve e aliar este tipo de fotografia ao plane spotting. Por fim, não propriamente um sonho, mas uma curiosidade especial, a famosa Saint Maarten, nas Antilhas Holandesas, onde a pista está à distância  de uma estrada de duas faixas em relação à praia e, por isso, os aviões passam ali muito baixinhos, também com alguma variedade no tipo de tráfego, desde privado, regional, médio curso a aviões grandes, de longo curso que vêm da Europa com turistas.

 

Também és daqueles que quando está em casa, e ouve um avião a passar, vai a correr ver que aeronave se trata?

Depende, porque como moro, desde sempre, sob a rota de aproximação à pista principal do Aeroporto de Lisboa, já me habituei ao barulho dos aviões, passando-me muitas vezes despercebido. No entanto, se por acaso ouvir algo estranho com antecedência suficiente que me dê tempo de ir à janela, lá vou eu a correr.

 

Boeing ou Airbus?

Ambos são bons, com filosofias de funcionamento bastante distintas, mas ambos cumprindo a sua função: voar. No entanto, 

tenho uma admiração especial pela filosofia da Boeing, mais consrvadora daquilo que é pilotar um avião, face ao excessivo automatismo da Airbus. Esteticamente gosto imenso de ambas as construtoras, ainda que haja modelos de uma e outra de que gosto e outros de que não gosto tanto. Talvez prefira, novamente, a Boeing, pela maior variedade a nível de design, ainda que haja alguns modelos de que não goste e há modelos da Airbus de que gosto bastante esteticamente.

 

Qual o teu modelo de avião civil que mais simpatizas? Porquê?

Gosto imenso do Airbus A330 e do A340 esteticamente. Gosto também imenso do Boeing 777 e 787, não só pela estética de ambos como a nível tecnológico. O 777 porque foi o primeiro avião totalmente desenhado por computador, bem como muita tecnologia incorporada no avião, pela generalização do uso dos computadores e ferramentas inerentes, não deixando, ainda assim, como já disse, a filosofia de “quem comanda é o piloto, não a máquina”. O 787 por vários motivos: estética bastante futurista, ou moderna, um pouco diferente do habitual, com muita tecnologia nova, não só para ajudar os pilotos, como também para conforto dos passageiros. E ambos (777 e 787) são dos aviões mais silenciosos que há por aí a voar.

 

Tens algum avião em mente que já está em museu, mas que gostarias de voltar a ver a voar?    

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 Concorde. Vi alguns ao vivo, mas adorava voltar a ver (e ouvir) e adorava fotografar.

 

Para ti ser spotter, é…?

Para mim, ser spotter, além de ver e registar aeronaves é, em qualquer lugar do mundo, conviver com desconhecidos como se de amigo de longa data se tratassem e falar uma mesma linguagem universal: a aeronáutica.

 

O que acham os teus amigos, desta tua paixão?

Muitos partilham da mesma paixão, outros que não tenham esta mesma aceitam e respeitam, pois cada um tem os seus gostos. Mas que também há quem não compreenda qual o interesse de ver ou fotografar aviões, há. Mas respeitam sempre.

 

O que achas ou achavas do tema mediático que foi há uns anos, sobre o novo aeroporto da Ota para substituir o velhinho da Portela?

Lisboa precisa de um novo aeroporto. Se por um lado a capacidade das pistas é suficiente, por outro, terminais de 

passageiros e locais de estacionamento de aviões estão aquém da procura. Estando a Portela no meio da cidade, qualquer expansão é difícil. Assim sendo, é necessário outro aeroporto, não para substituír a Portela, mas para complementar, seja lá onde for, desde que sejam construídas ligações de transportes decentes, não como o caso de Beja, por exemplo, que está no meio do “nada”, sem ligações a lado nenhum, seja por comboio, praticamente inexistentes, e ainda assim longe do aeroporto, ou por estrada, que está muito deficitária também seja para que lado for.

 

Sobre outro tema mediático, que é a privatização da Tap e sobre os seus prós e contras, qual a tua opinião relativamente a este assunto?

Não sou contra nem a favor. Há privatizações bem feitas, que deram resultado, outras que atiraram as empresas para o abismo. Tudo depende das “mãos” em que a empresa caír. Há que ser estudada e bem estruturada, salvaguardando e garantindo que continua a servir o país, os seus habitantes e não apenas o seu dono ou interesses políticos. E a estratégia de privatizar só “porque sim” à pressa, a qualquer preço, ao “desbarato”, não me parece boa.

 

Caro, Duarte, mais alguma coisa que possas acrescentar?

De momento não me lembro de nada relevante, a não ser agradecer pelo convite a esta entrevista, a que tive imenso prazer em responder e dar a conhecer o meu ponto de vista e este meu gosto pelo mundo que é o plane spotting, que é uma das muitas vertentes da aviação.

 

Obrigado pela tua participação, Duarte. Abraço!

 

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